Argentina 3 x 2 Egito: virada histórica ou roubo? A polêmica que incendiou a Copa
Durante 79 minutos, o Atlanta Stadium assistia à maior zebra da Copa do Mundo 2026: o Egito vencia a Argentina por 2 a 0 nas oitavas de final e tinha um pé nas quartas. Aí o jogo virou — no placar e na narrativa. A Argentina buscou um 3 a 2 épico com gol aos 47 do segundo tempo, e o Egito saiu do torneio gritando uma palavra que todo torcedor sul-americano conhece bem: roubo.
🇦🇷 Argentina 3 x 2 Egito 🇪🇬 · Gols: Cristian Romero (79'), Lionel Messi (83') e Enzo Fernández (90+2') pela Argentina; Yasser Ibrahim (15') e Mostafa Ziko (67') pelo Egito
A virada que entrou pra história
Antes da polêmica, o feito: foi a primeira vez na história das Copas que uma seleção perdia por dois gols aos 30 do segundo tempo de um mata-mata e vencia no tempo normal. Cristian Romero descontou aos 79', Messi empatou aos 83' — gol em seis mata-matas de Copa seguidos, recorde absoluto — e Enzo Fernández completou a virada nos acréscimos. Nem tudo foi perfeito pro camisa 10: Messi ainda desperdiçou um pênalti, o segundo dele nesta Copa depois do erro contra a Áustria na fase de grupos.

Os lances que o Egito chama de roubo
A revolta egípcia se concentra em dois momentos. O primeiro: um gol anulado após revisão do VAR, que apontou falta de Marawan Attia em Lisandro Martínez no início da jogada. O segundo, ainda mais doloroso: nos minutos finais, com o jogo empatado, os egípcios pediram pênalti com Hamdy Fathy caído na área — o árbitro francês François Letexier mandou seguir, a Argentina respondeu no contra-ataque e Enzo marcou o gol da classificação aos 90+2'. Do quase-milagre à eliminação, em minutos.

Reclamação oficial — e a resposta da FIFA
A bronca não ficou no gramado. O presidente da federação egípcia, Hany Abo Rida, protocolou reclamação oficial contra Letexier e seus assistentes, dizendo que os lances "levantam sérias preocupações e deixam profundas dúvidas sobre a consistência e a justiça de decisões que influenciaram diretamente o rumo do jogo". A FIFA respondeu pelo chefe de arbitragem Pierluigi Collina, que rejeitou qualquer acusação de favorecimento, defendeu a independência dos árbitros e condenou os ataques à integridade da equipe de arbitragem. Sobre o pênalti não marcado antes do gol da virada, Collina foi direto: árbitro e VAR entenderam o contato entre Julián Álvarez e Salah como "contato normal de jogo".

Roubo ou futebol?
No frio dos fatos, a virada argentina foi construída com bola rolando: três gols em 13 minutos contra um time que recuou cedo demais. Mas é impossível ignorar que os dois lances capitais — o gol anulado e o pênalti não dado — caíram ambos contra o mesmo lado, num intervalo em que o jogo inteiro mudou de dono. Pro Egito de Salah, fica a sensação amarga de que a maior campanha da sua história recente morreu no detalhe (e no monitor do VAR). Pra Argentina, uma vaga nas quartas de final e mais um capítulo na mística de Messi — que segue viva, com ou sem polêmica. E no FutFantasy a lição é a de sempre: nunca tire seus argentinos do time antes do apito final. ⚽
Fotos ilustrativas via Wikimedia Commons (CC BY / CC BY-SA); atletas e árbitro retratados em outras partidas. Fontes: FIFA, Al Jazeera, ESPN, NBC News e NPR.